Quem pode ter Dislexia

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Crianças e adolescentes de todos os estratos sociais. Também os adultos a podem ter, uma vez que a dislexia é uma desordem vitalícia.

Neste contexto, é importante que percebamos quantas crianças e adolescentes, em termos de prevalência, se inscrevem não só no espectro das NEE, mas também no nosso sistema escolar. Para o fazermos, recorremos a percentagens adiantadas por alguns autores, nacionais e estrangeiros, e a vários estudos de prevalência efectuados por instituições educacionais mais ligadas a esta problemática. Assim, poder-se-á considerar que a percentagem de crianças e adolescentes com NEE em idade escolar rondará os 10 a 12%.

A figura abaixo ilustra, em percentagem, o número de crianças e adolescentes com NEE em idade escolar, ordenadas de acordo com a sua problemática.

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Pela leitura da figura concluímos que cerca de 42% das crianças e adolescentes com NEE se enquadram na categoria das dificuldades de aprendizagem específicas o que deverá ser motivo de reflexão por parte das instituições de formação e autoridades escolares, uma vez que na maioria dos casos eles não são recetores de serviços de educação especial.

De entre esses 42%, podemos afirmar que cerca de 80% das crianças e adolescentes possuem dislexia, ou seja, 33,6%.

Ao transferirmos estas percentagens para a realidade portuguesa, considerando que a população estudantil é de cerca de 1 500 000 alunos (idades compreendidas entre 3 e 18 anos), concluímos que cerca de 50 000 alunos apresentarão dislexia.

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